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Amo fazer o que eu faço. Todo mundo que me conhece sabe disso. E uma das razões de talvez seja porque estou sempre aprendendo. Trabalhar com Distúrbio de Processamento Auditivo e os Transtornos de aprendizagem me impedem que eu fique no meu mundo fonoaudiologuês de conforto. Tenho sempre que sair. E nessas saídas acabei conhecendo áreas e pessoas espetaculares que enriqueceram muito meu trabalho e modificaram o prognóstico de muitos pacientes. Me fizeram uma profissional melhor e hoje minha rede inclui mais fonoaudiólogas, educadores, terapeutas ocupacionais, psicopedagogas, neuropsicólogas e psicólogas.

Cada um no se quadrado e todos juntos! Uma orquestra.

Confesso então que abri um sorriso enorme ao ler a reportagem de março de 2016 da Audiology Now intitulado Incorporating Interprofessional Practice + Education into your Practice (Tradução livre: Incorporando a prática interprofissional e educacional na sua prática).  O artigo refere que a prática interprofissional ocorre quando diferentes profissionais de diferentes backgrounds trabalham juntos com pacientes, famílias e comunidades para entregar um alto padrão de atendimento, criando um time de alto funcionamento.  Ainda segundo  o artigo o trabalho interprofissional cria oportunidades para o aprendizado e uma melhor compreensão do paciente e ainda (e muito significativo ao meu ver) reduz a chance de erro (Meyes, 2013). Menos erro de diagnóstico; melhor intervenção e tratamento.

A Idéia (acredite em mim a prática também) é fantástica. Mas tenho consciência que fazer isso não é exatamente um caminho fácil. Dividir espaço com outras áreas e saber ocupar esse espaço não é uma tarefa simples. Tanto não o é que o próprio artigo há dicas: Crie um meio de aprendizado; eduque-se; aprenda muito sobre seu ofício, faça conexões; participe de serviço multidisciplinares e especializados.  E acrescento:  Escute o outro. Há sempre um olhar diferente sobre o mesmo objeto.

 

 O resultado final compensa. A orquestra fica show. Bem melhor que tocar sozinha.

 

 

Processamento Auditivo (PA) é, por definição, o processamento perceptual da informação auditiva no Sistema Nervoso Central (SNC) e atividade neurobiológica responsável pelos potenciais auditivos eletrofisiológicos. Isto inclui os mecanismos neurais necessários para uma variedade de comportamentos auditivos como: localização sonora, inteligibilidade de sinais degradados ou com ruído competitivo, discriminação e reconhecimentos de padrões e percepção dos aspectos temporais acústicos.

Exposição à ruído na gravidez aumenta risco de problemas auditivos do recém-nascido.

Até recentemente, acreditava-se que o feto era protegido pelo útero. Mas um estudo de coorte sueco divulgado no portal da revista Environmental Health Perspectives evidenciou um vínculo entre perda auditiva em bebês e exposição das gestantes à poluição sonora ocupacional.

Recentemente foi publicado na revista Audiology Today uma  matéria sobre os aspectos atuais do Processamento Auditivo: Diagnóstico e Tratamento. A Dra. Fabiola Mecca traz um resumo desse artigo sobre os aspectos referentes do processamento referente a atenção e memória. 

 
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